O MEI (Microempreendedor Individual) é, sem dúvida, a porta de entrada para milhões de brasileiros que querem formalizar o negócio. Simples, barato e com benefícios, ele é ótimo para quem está começando.
Mas tem um detalhe que pode virar dor de cabeça: o limite de faturamento do MEI. Se você estoura esse teto sem perceber, pode acabar pagando impostos extras, levando multas e até sendo desenquadrado automaticamente para o Simples Nacional.
Neste artigo, você vai entender de forma prática, com exemplos e analogias, o que acontece quando passa do limite do MEI e como evitar prejuízos.
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Qual é o limite do MEI?
Em 2025, o limite do MEI é de R$ 81.000,00 por ano (em média R$ 6.750,00 por mês).
Parece tranquilo, mas na prática é fácil estourar sem notar.
- Um salão de beleza que atende 5 clientes por dia, com ticket médio de R$ 60, chega a R$ 7.200,00 no mês.
- Um loja online vendendo 10 pedidos de R$ 25,00 por dia soma R$ 7.500,00 mensais.
- Um prestador de serviços de informática que fecha contratos de R$ 2.500,00 mensais só precisa de 3 clientes fixos para ultrapassar o teto.
Ou seja: crescer é ótimo, mas sem controle o limite chega rápido.
O que acontece se passar do limite do MEI?

Muita gente se pergunta: “O que acontece se eu estourar o limite do MEI?”.
Existem dois cenários possíveis:
Passou até 20% do limite
Se você faturar até R$ 97.200,00 no ano, continua como MEI até 31 de dezembro, mas no ano seguinte já migra para o Simples Nacional. Além disso, paga uma diferença de impostos sobre o valor que excedeu.
É como levar um pouco mais de bagagem no avião. Você continua viajando, mas precisa pagar a taxa extra.
Passou mais de 20% do limite
Se o faturamento for maior que R$ 97.200,00, o MEI é desenquadrado imediatamente. Você terá que recolher impostos retroativos como Simples Nacional desde janeiro daquele ano.
Aqui não é mais excesso de mala. É tentar entrar com um container no avião. O sistema não deixa passar.
Por que estourar o limite do MEI pode ser perigoso?
- Gera multas e juros por recolhimento incorreto.
- Pode exigir pagamento retroativo inesperado.
- Afeta diretamente o fluxo de caixa do seu negócio.
- Pode atrapalhar o planejamento se você não estiver preparado para o aumento de tributos.
Muitos empreendedores só percebem o problema quando já estão sendo cobrados pela Receita.
Como evitar surpresas desagradáveis?
- Acompanhe seu faturamento mês a mês (não deixe para ver só no fim do ano).
- Use planilhas ou aplicativos que mostrem o acumulado anual.
- Converse com um contador sobre o melhor momento para migrar para o Simples Nacional.
- Planeje o crescimento: pagar um pouco mais de imposto pode valer a pena se o lucro também aumentar.
Pense assim: ser MEI é como dirigir um carro popular. Ele é prático e econômico, mas quando a família cresce e a bagagem aumenta, talvez seja hora de trocar para um carro maior.
Cresceu? Hora de pensar também na forma de receber
Se você está chegando perto do limite do MEI, parabéns — seu negócio está crescendo!
Mas junto com mais clientes vem a necessidade de ter uma maquininha confiável para não perder vendas e organizar o fluxo de caixa.
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Resumo rápido
- O limite do MEI é R$ 81 mil/ano.
- Até 20% acima: paga diferença e migra no ano seguinte.
- Mais de 20%: desenquadramento imediato + retroativo.
- Controle mensal é essencial para não ser pego de surpresa.
- Cresceu? Planeje a tributação e tenha boas ferramentas de recebimento.
Por Alfredo C. Coscia
